A ereção e a ejaculação são processos complexos que envolvem o cérebro, nervos, vasos sanguíneos e hormônios. Quando algo falha, a causa pode ser física (vascular), hormonal ou psicológica.
Neste guia, portanto, detalhamos a fisiologia por trás da ereção (o mecanismo vascular) e da ejaculação (o reflexo nervoso), o que ajuda a entender por que a Disfunção Erétil (DE) e a Ejaculação Precoce (EP) são tratadas de maneiras tão distintas.
1. 🌊 O Milagre Vascular: Como a Ereção Funciona
A ereção não é um evento muscular; é puramente vascular, o que exige um fluxo sanguíneo intenso.
- Óxido Nítrico: Ao sentir excitação, o cérebro envia um sinal que libera Óxido Nítrico (NO).
- CGI (Ciclase Guanilato): Em seguida, o NO ativa uma enzima que produz GMPc (Monofosfato de Guanosina Cíclico). O GMPc relaxa a musculatura lisa dos corpos cavernosos.
- Oclusão Venosa: Por fim, as artérias se dilatam para encher o pênis de sangue, enquanto as veias se fecham (oclusão venosa) para prender o sangue.
DE e Vascular: A Disfunção Erétil é frequentemente um problema de saúde vascular, o que significa que as artérias não conseguem se dilatar ou as veias não conseguem fechar o suficiente.
2. ⚡ O Reflexo Nervoso da Ejaculação
A ejaculação é um reflexo nervoso complexo que ocorre em duas fases:
- Fase 1: Emissão: O pênis alcança o “ponto sem retorno” (a excitação máxima). Os músculos empurram o sêmen para a uretra. Neste ponto, já não é mais possível impedir o orgasmo.
- Fase 2: Expulsão: O esfíncter da bexiga se fecha (para evitar o refluxo) e então os músculos do assoalho pélvico se contraem ritmicamente, o que expele o sêmen.
EP e Serotonina: A Ejaculação Precoce está ligada a um baixo nível de Serotonina, que é o neurotransmissor que deve inibir o reflexo da Fase 1, o que permite o controle.



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