Experiências traumáticas—sejam elas sexuais, emocionais ou relacionais—têm o poder de reescrever a forma como o cérebro processa a intimidade e o toque. Consequentemente, o trauma pode levar à Disfunção Erétil, à Vaginismo, à Anorgasmia e a um medo profundo de intimidade.
Neste post, portanto, abordamos a importância de reconhecer essas barreiras e como a terapia especializada pode ajudar a dissociar o prazer do medo.
1. 🛑 O Corpo em Modo de Defesa
O trauma ativa no cérebro a região da amígdala (o centro do medo). Quando há intimidade, muitas vezes, o cérebro associa o toque, a vulnerabilidade ou a performance ao perigo, o que dispara um mecanismo de defesa:
- Dissociação: A pessoa se sente “fora do corpo” durante o sexo, e por isso impede o orgasmo ou o prazer (Anorgasmia).
- Bloqueio Fisiológico: Além disso, no homem, o trauma pode disparar a Adrenalina, o que bloqueia o fluxo sanguíneo e causa a Disfunção Erétil. Na mulher, o trauma pode causar o Vaginismo (contração involuntária da vagina).
2. 🛋️ A Importância da Terapia Especializada
Tratar o trauma é o primeiro passo para a saúde sexual plena. Portanto, busque terapeutas com experiência em trauma e sexualidade:
- Dessensibilização e Reprocessamento por Movimento dos Olhos (EMDR): Esta técnica ajuda o cérebro a reprocessar memórias traumáticas, o que diminui a intensidade emocional que elas disparam na intimidade.
- Terapia Sexual: Ademais, ela ajuda o casal a reconstruir o toque e a intimidade em um ambiente seguro, distanciando o prazer do contexto de dor.
3. ✅ O Papel do Parceiro(a)
O parceiro(a) desempenha um papel de aliança fundamental:
Comunicação: Estabeleçam limites claros e regras de segurança (o direito de dizer “pare” a qualquer momento). Em suma, priorize o toque não-sexual.
Paciência e Validação: Reconheça a dor e o medo. Evite pressionar ou forçar a intimidade. Isto é crucial.



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