Depressão e a Queda da Libido: O Efeito Duplo na Vida Sexual

A Depressão Clínica é uma doença que afeta o humor, o sono e a energia. Como ela atua no sistema nervoso central, ela tem um impacto duplo e devastador na vida sexual: primeiramente, pela doença em si; e em segundo lugar, pelo tratamento medicamentoso.

Neste guia, exploramos como a depressão “desliga” o desejo e quais são os caminhos para gerenciar a libido durante o tratamento.


1. 📉 A Depressão Inibe o Desejo

A própria depressão corta o desejo sexual devido a alterações neuroquímicas e comportamentais:

  • Falta de Prazer (Anedonia): A depressão causa a perda da capacidade de sentir prazer em atividades que antes eram prazerosas, o que inclui o sexo.
  • Fadiga Crônica: A doença drena a energia física e mental, e por isso a libido é a primeira função não essencial a ser sacrificada.
  • Baixa Autoestima: A depressão leva a sentimentos de culpa e desvalorização, o que dificulta a intimidade e a nudez.

2. 💊 O Dilema dos Antidepressivos

O tratamento da depressão envolve frequentemente o uso de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), que trazem um efeito colateral conhecido: a disfunção sexual.

  • Serotonina Exagerada: Os ISRS aumentam a Serotonina, o que é ótimo para o humor, mas, como a Serotonina também é o “freio” do sexo, isso pode causar baixa libido, dificuldade de orgasmo (anorgasmia) ou retardo ejaculatório.

3. ✅ Gerenciando a Libido no Tratamento

  • Comunicação com o Médico: Não interrompa a medicação por conta própria. Fale com seu psiquiatra. O médico pode ajustar a dose, mudar o tipo de ISRS (alguns têm menos impacto sexual) ou adicionar um medicamento que compense a disfunção sexual.
  • Priorize a Conexão: Foque na intimidade não-sexual (carícias, beijos, massagens). Isto ajuda a manter o vínculo mesmo que o desejo químico esteja baixo.

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