A Pílula do Dia Seguinte (PDS) é um recurso essencial na contracepção de emergência, mas ela é frequentemente mal utilizada. É fundamental entender que a PDS não é um método de uso regular, e por isso deve ser reservada apenas para falhas contraceptivas comprovadas ou relações desprotegidas.
Neste post, explicamos como ela funciona, além de detalhar a janela de tempo máxima para garantir sua eficácia.
1. ⏱️ A Janela de Ouro (Como e Quando Usar)
A PDS contém uma alta dose de hormônio (geralmente Levonorgestrel), e sua ação principal é a de impedir a ovulação.
- Janela de Tempo: A pílula é mais eficaz quando tomada nas primeiras 24 horas após a relação. Após isso, sua eficácia diminui progressivamente. A janela máxima é de 72 horas (3 dias), embora alguns tipos de PDS tenham eficácia estendida a 120 horas (5 dias).
- Mecanismo de Falha: Se a mulher já tiver ovulado, a pílula perde a maior parte de sua eficácia. Isto ocorre porque ela não tem a capacidade de interromper uma gravidez já estabelecida (não é um abortivo).
- Dose Única: O uso de múltiplas doses não aumenta a eficácia, mas sim os efeitos colaterais.
2. ⚠️ Efeitos Colaterais e Mitos de Abuso
- Ciclo Desregulado: O efeito colateral mais comum é o desarranjo do ciclo menstrual. Portanto, é comum que a próxima menstruação venha atrasada ou adiantada.
- Risco de Trombose: O uso ocasional da PDS não aumenta significativamente o risco de trombose em mulheres saudáveis. Entretanto, o uso repetido e constante pode expor o corpo a doses hormonais desnecessárias.
- Abuso: O uso da PDS como método regular é desaconselhado porque ela é muito menos eficaz que a pílula diária e custa mais ao corpo.
Em suma, use a PDS com responsabilidade, e em seguida, procure um método contraceptivo regular e eficaz.



Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.